Canção é a primeira da carreira solo por este nome do artista e vem pelo selo Interior Ressonante, de Descalvado (SP)

Pedro Barroca, ou Barroca, é um artista do interior de São Paulo. Entre suas desventuras musicais, a mais concreta ou continua foi o projeto lo-fi Limbotronico, “um elogio ao precário, à baixa definição e ao ruído”, segundo o mesmo. Criado e executado durante o prolífico período no qual o músico viveu em Buenos Aires, o projeto deixou registradas cerca de 35 faixas espalhadas em 7 EPs.

Entre Limbotronico e Barroca, o artista tem uma trajetória musical diversa: o projeto pop-experimental Lepipedo que se perdeu nos mares da internet com o fim de algumas plataformas; a banda de indie rock The Bad Joke que teve uma vida breve e intensa, entre 2009 e 2011, em Buenos Aires, com integrantes de diversos países como Equador, Colômbia, Brasil e Argentina; de volta no interior Barroca fez parte do SEIS, grupo que se apresentou no mesmo palco que Mutantes e Karina Buhr; e vale mencionar o projeto-show-performance Meu nome é vermelho, executado uma única vez em 2018 e composto por sons autorais, releituras de sambas e canções de outros artistas, além da leitura de trechos do livro que nomeia o projeto, do autor turco Orhan Pamuk; e Meus inimigos sempre têm uma segunda chance, surgido no mesmo ano em São Carlos/SP, numa parceria de Pedro (guitarra e vozes) com Brunno Fsc (poemas e performances) e Mateus Paludetti, o Palú (produção, synths, guitarras e vozes).

O projeto “Meus inimigos sempre têm uma segunda chance” explorava o “agrofuturismo”, conceito criado por Palu que abordava temas, imagens e histórias do ambiente rural com uma inspiração cibernética distópica, uma espécie de “cyberpunk rural”. E foi nesse contexto que nasceu a canção Fogo-fátuo.”Fogo Fátuo nasceu com uns acordes de violão, secos, mas desde o começo eu sabia que era uma música de sintetizadores. Um tempo depois, encontrei o Palu (agrofuturiste, serial krishna, interior ressonante), e foi aí que a mágica aconteceu”, explica Pedro. “O single foi gravado todo durante a pandemia, o Palu na casa dele refinando e retrabalhando as bases e eu aqui repensando algumas guitarras e gravando tudo com i-rig pelo celular. Vale destacar aqui também a parceria do Fernando Parré que tocou e gravou as alfaias”, complementa o artista.

O single marca o início de um novo caminho na trajetória musical de Barroca. Na melodia noturna, emerge o fogo-fátuo, o Boitatá. Como serpente luminosa, dança na mata, mito majestoso. Barroca e Palu entoam juntos, vozes que hipnotizam, trazendo a lenda à vida.

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A faixa também ganhou uma versão pras pistas de dança, pesando ainda mais na parte eletrônica. A mix foi produzida pelo DJ Neuroniohm e saiu na coletânea “Kick Bass Brazil vol.6, com vários outros artistas, lançada pelo selo Elevation Records. “A ideia com essa música é preparar o terreno para alguns outros sons que estão para sair, flertando tanto com a música eletrônica como com a música indie”, comenta o Barroca.



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Ficha técnica Fogo Fátuo (Selo Interior Ressonante): 


Pedro Barroca – composição, guitarras e voz 

Mateus Paludetti – arranjo, produção e voz 

Fernando Parré – alfaias

Ficha Técnica Fogo Fátuo (Neuroniohm mix) (Elevation Records): 

Pedro Barroca – composição, guitarra e voz 

Mateus Paludetti – arranjo, produção e voz

Flávio Fernandes – arranjo e produção

Fonte: Hominis Dissemina

By Biano

Agente secreto URSAL a serviço no Brasil , curtidor de Músicas Subversivas e um tanto extremas, degustador de cerveja !

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